sábado, 6 de setembro de 2008

só.

pra quem sempre esteve acostumada a muitas pessoas e agora prefere ficar sozinha: marcelo camelo e fernanda takai. solos.

a gente percebe que tá ficando adulto quando uma criança pega na tua perna achando ser a da mãe. se chora e pede um mc lanche feliz, é ainda mais doloroso.

a gente percebe que tá só e adulto quando quer mudar o blog por não se reconhecer mais, mas fica com preguiça.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

c tem brochove?

Hoje é terça-feira
o céu borrou a cor
ó minha mão do céu
ó meu pé do chão
Eu não ouço vocês (mais alto)
eu não ouço vocês
eu não creio em vocês
Só acredito no semáforo
só acredito no avião
eu acredito no relógio
só acredito...
Hoje é terça-feira
e o céu se põe
debaixo do tapete
um tesouro
eu não acredito, não
Só acredito no semáforo
só acredito no avião
eu acredito no relógio
acredito no coração
não, não, não
Hoje é terça-feira
e todos meus amigos voam
com olhos de anis
com asas de fogo
e meus olhos cheios
de mágoa então.
Hoje é terça-feira
hoje é terça-feira
e todos meus amigos querem morrer.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

só lida.

Solidão não é, necessariamente, estar sozinho. A solidão não vem sozinha. Solidão não é um sofá numa sala escura com uma caneca de café e um livro do caio fernando. Solidão é uma festa escura com uma garrafa de cerveja e um monte de gente rebolando a sua volta. Solidão não é o frio de cachecol. Solidão é o calor quase insuportável das costas expostas. Solidão não é subir a rua imaginando uma solução. Solidão é estar com os amigos e nenhum deles lembrar de pegar na sua mão para atravessar a rua. Solidão não é o silêncio a dois. Solidão é a conversa que não flui, o assunto que acaba. Solidão não é falar do tempo, efêmero ou lento. Solidão é falar do tempo, frio ou quente. Solidão não é um solilóquio. Solidão é um monólogo. Solidão não é um almoço sozinha em algum restaurante lotado. Solidão são os convites sem satisfação. Solidão não é o jazz ou o blues. Solidão é o carnaval, a rave e o bailão. Solidão não é a incerteza das decisões. Solidão é a verdade absoluta, o óbvio, o imutável. Solidão não é something no volume máximo no trajeto de ônibus. Solidão são umas 150 pessoas em um ônibus imenso, todas sem fones e nenhum ruído. Solidão não é baterem o telefone na tua cara. Solidão é o desliga você, amor, quando as duas partes envolvida no relacionamento já são duas partes e não uma. Solidão não é química, física e matemática. Solidão é quando só sobra a história. Solidão não é uma casinha apertada no alto de uma montanha. Solidão é a mansão da cidade grande, da piscina nunca usada. Solidão não é ter mil coisas pra fazer. Solidão é não tem alguém pra te ajudar. Solidão não é não saber. Solidão é ignorar. Solidão não é o choconhaque. Solidão é o martini. Solidão não é permanecer o mesmo. Solidão é mudar mudar mudar, todo dia, toda hora. Solidão não é se enganar com mentiras. Solidão é se iludir com verdades. Solidão não é ter ciúme da ex do seu atual. Solidão é ser sempre odiada pelas atuais. Ser sempre a ex namorada. Solidão não é sair sozinho. Solidão é beijar dez. Solidão não é baixar a cabeça para não ter de conversar. Solidão é falar sem parar. Solidão não é lembrar do passado. Solidão é querer saber do futuro. Solidão não é comprar mais um livro, embora não tenha acabado o que comprou antes. Solidão é comprar roupas que você nunca vai usar. Solidão não é levar um fora. Solidão é ganhar uma rosa ou um abraço de urso - via buddypoke. Solidão não é sentir ciume sozinho. Solidão é o ciume mútuo. Solidão não são as lágrimas. Solidão é o riso eufórico. Solidão não é o parnasianismo. Solidão é o concretismo. Solidão não é um texto seu. Solidão é um poema seu.

Solidão.

lidar
só lidam
só lida

li
da
só lhe dão...
solidão
sólida.

domingo, 10 de agosto de 2008

in-sen-sí-vel.

Embora eu (sobre)viva sob uma armadura - ou mesmo um escafandro, desses que permitem mergulhar fundo, fundo -, não posso admitir que me chamem de insensível. eu sinto. sinto não sentir, sinto sentir, mas nunca, JAMAIS, não sinto sentir. eu sinto. sinto muito. não tenho o lirismo de caio fernando, clarice lispector. não tenho lido sentimentalismos, mas posso dizer que lido com tais. Ao contrário, tenho skiado nas páginas de leminski e bukowski. os loucos incompreendidos. querem sensibilidade assim, descarada ? oras, já é agosto.

tenho tanto o que falar. tanto do ano que se passou desde que "comecei" com essa brincadeira de escrever pra todo mundo ler, tanto do último mês, dos últimos dias, das últimas horas, até dos últimos segundos - que por serem segundos, não são primeiros. Muda. MUDA. já não posto o que escrevo e provavelmente isso só vire post para eu me surpreender comigo mesma. esperar ser surpreendida pelos outros só tem me dado um resultado único e decepcionante: todo mundo é previsível. já calculo cada passo, de cada pessoa. é tudo tão óbvio quanto eu saber que a cada manhã às 6:00 meu despertador vai me acordar ao som de los hermanos, que vou dormir 10 minutinhos a mais, que vou sair de casa em cima da hora e ouvir reclamação da minha mãe pelo horário, que vou ter vontade de passar no mc donalds tomar um café de 400 mL (bendito seja), que vou desistir da idéia para não chegar atrasada na aula. e, depois disso, eu já sinto que vou desistir de todas (ou quase) as boas idéias que tenho. sinto muito.

terça-feira, 15 de julho de 2008

pode rir


Podem rir, mas eu não ri quando vi isso. Juro que fiquei ridiculamente tocada. Podem rir...

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Primeiro encontro ideal - Cara Estranho e A Flor

para ler ouvindo Sentimental do Los Hermanos.

dia frio de nariz vermelho, cachecol e da respiração mais forte e dolorosa. a dor aqui não é só pelo frio, ambos estavam frustrados e desacreditados. era um frio interno misturado com o externo naquela combinação que te faz tremer e te aperta, por todos os lados - sem o conforto de um abraço. ela tinha 40 minutos para chegar no trabalho, que era logo ali. ele tinha o mesmo tempo. tiveram também a mesma idéia de entrar em um café do centro da cidade cinzenta. ela achava o lugar bonito e, embora nunca tivesse entrado, sempre tivera uma vontade imensa de conhecer. ele conhecia, mas era um café como outro qualquer (só mais caro e perto, pensava ele).
ela sentou em uma mesa e tirou seu livro recém-começado. "um simples médio com creme, por favor". ele sentou nos bancos do balcão. "um espresso". os olhares enfim se cruzaram e, por mais que pareça idealizado, o tempo parou. tudo parou. eram só os dois. levantou e não precisou pedir, sentou na mesa com ela. ela guardou o livro na mochila - que lhe dava um ar especialmente colegial - e tirou os fones de ouvido que a isolavam do mundo. não queria mais se isolar, queria entrar no mundo do menino que agora estava frente a frente a ela. o menino do sorriso indeciso.

- o que você tava ouvindo?
- los hermanos. de onde vem a calma, sabe?
- ele não sabe ser melhor, viu. canta para mim, qualquer coisa assim sobre você (que explique a minha paz, tristeza nunca mais)
- se eu peco é na vontade de ter um amor de verdade
- deixa ser como será.
- nesta espera o mundo gira em linhas tortas
- moça, é preciso força pra sonhar e perceber que a estrada vai além do que se vê
- você supõe o céu. como pode alguém sonhar o que é impossível saber?
- ah, se o que eu sou é também o que eu escolhi ser, aceito a condição
- veja você, onde é que o barco foi desaguar...
- veja bem, meu bem. cada dia a mais é um a menos pro encontro acontecer
- talhando feito um artesão, a imagem de um rapaz de bem...


- e você... anda sozinha, me esperando pra dizer coisas de amor

- meu bem, você traz o mundo a meus pés
- és certeza entre o sim e o não
- loucura.
- até amanhã eu vou ficar, e fazer do teu sorriso um abrigo.
- do lado de dentro...
- és de tudo que mais belo existe
- é o mundo que anda hostil, o mundo todo é hostil. ninguém escapa o peso de viver assim...
- prefiro assim com você, juntinho, sem caber de imaginar
- o vento vai dizer...
- deixa o verão pra mais tarde
- enquanto eu penso você sugeriu um bom motivo pra tudo atrasar
- todo mundo sabe, quem te faz chegar mais tarde
- está tarde esta tarde, preciso ir... tenho 10 minutos para chegar no trabalho... adeus você

beijo

- ainda é cedo. eu vou tirar você desse lugar, eu vou levar você pra ficar comigo...
- ninguém dirá que é tarde demais
- tô voltando, não sei quando, pra roubar teu coração.
- nada vai mudar entre nós. já não vejo motivos. a gente é quem sabe, pequeno.


brilho nos olhos e nos sorrisos largos. o não amar é que é loucura.
toca o interfone do trabalho. ela atende. "tem algo aqui pra você".
um bilhete: "olha as flores que eu trouxe pra você, amor. são pra comemorar aquele dia que passei a viver do teu lado. te busco para ver deitar o sol." e algumas flores da rua junto com tulipa mais bonita que ela havia visto em toda a vida.

ela, que não ligava para flores, sorriu em paz. "ele é mais sentimental que eu"...

domingo, 22 de junho de 2008

o que dizem os "não posts"

final de junho e só agora estou aqui. embora eu continue relutando para não me manifestar, aos mais atentos não é difícil perceber que o silêncio diz bem mais que os um milhão de posts que ficaram guardados nos tubos de ônibus e de shampoo. no banco das praças e nas xícaras de café. foram tantas boas idéias, mas o silêncio consegue falar mais alto. ele grita. meu silêncio jogou na minha cara a minha dificuldade em lidar com frustrações comigo mesma. o quanto não sei lidar com as minhas inseguranças e as minhas falhas. o quanto persistir no erro me dói, quase como um soco. o silêncio me contou também o quanto não gosto de falar da minha vida pessoal, prefiro aguentar sozinha. odeio desaprovações e conselhos não pedidos. me jogou na cara também minha idéia de auto-suficiência (?!). ora me provando que é sólida, ora que é gasosa... daquela que se espalha no ar e some com um sopro leve. o silêncio me convenceu também que o que eu quero/espero não existe. finalmente decidi por um caminho, vou começar a escrever ficção.

sábado, 31 de maio de 2008

Me disseram que é bom mudar...

porque agora eu estou muitíssimo bem acompanhada. e tenho dito.

prometo mais atenção aos meus. esses novinhos.

apresentando. da esquerda para a direita. café-combustível sobre o que me faz precisar dele, kerouac das idéias de sair (e viajar) sem rumo, alta fidelidade a hornby na música, o velho safado, holden caulfield (minha alma gêmea), os meninos de liverpool no melhor estilo psicodélico, aqueles que precisam voltar logo - os dois últimos juntos foram minha trilha sonora diária e, por fim, meu companheiro de ônibus, faculdade, trabalho, cama...

bem básico.
tipo hering.
:D

domingo, 11 de maio de 2008

Conversa de Anna Carolina Jatobá e Suzane Richtofen...

E se, por acaso, Anna Carolina Jatobá e Suzane Richtofen fossem colocadas na mesma cela do presídio...

visualizo anna carolina isolada, naquela cela menor que o box do banheiro de seu apartamento. sim, o apartamento daquela já famosa janela, tantas vezes mostrada na tv. o cheiro é forte, as paredes estão riscadas e sujas de sangue. sangue. como o banco do carro do casal.
um colchão muito fino de canto, praticamente sem espuma e já esverdeado do tempo, do ar da cela. até o papelão ao lado parece mais confortável e convidativo. anna carolina já não chora, mas está muito abatida, sentada com a cabeça encostada na parede.
eis que, acompanhada por 2 policiais, entra suzane richtofen, dona de um olhar perdido, o cabelo sem tinta, a roupa mal cuidada. anna jatobá ergue os olhos, só havia visto a menina pela tv e pelas páginas das revistas. na época em que não se falava de outra coisa, também a condenou. suzane também era o assunto preferido de jatobá. comentou com suas amigas, sua família e até com alexandre: "como alguém tem coragem de matar os próprios pais?!". lembrou dessas conversas. sentiu um frio na espinha.

duas horas daquele silêncio berrando aos ouvidos. por várias vezes os olhares se cruzaram, mas logo eram desviados por ambas. tinham medo uma da outra.

suzane abre a boca para falar, hesita... segundos depois solta um tímido:
- olá.
anna carolina parece não acreditar no que está acontecendo, mas responde, erguendo os olhos:
- oi.

e então começa a conversa...

Suzane - Tá quase mais famosa que eu hein?
Ana- Pois é, mas não deixei de te ressuscitar... a mídia sempre cita seu caso, ao falar do meu.
Suzane - Imagino agora, que estamos presas no mesmo lugar
Anna - As presas também te odeiam?
Suzane - O que você acha?
Anna - É... são tempos difíceis para os estudantes de direito
Suzane - E quando tem criança no meio é ainda pior, eu matei dois velhotes, pelo menos.
Anna - Você fala tão naturalmente disso....
Suzane - CLARO. vocês também deveriam ter assumido o crime, como eu fiz.
Anna fica muda.
Suzane - Antes o hospício que a prisão. Se não fosse a mancada no fantástico, eu provavelmente não estaria aqui... Vocês agiram bem na frente das câmeras, quase me convenceram.
Anna permanece muda.
Suzane - Mas e aí, o que a pentelhinha aprontou?
Anna desconversa - Você tem noticias do seu namorado?
Suzane - Não sei mais dele... é difícil ter contato né...
Anna - Tenho tanto medo de não falar mais com o Alê... preciso muito dele
Suzane - É... o crime às vezes não compensa... mas vocês mataram mesmo sua filha?
Anna - Ela era minha enteada, não minha filha. não era nem da família. E alias, quem é você pra julgar alguma coisa?
Suzane - Ei, calma...Eu fui só cúmplice. não encostei um dedo para matar meus pais.
Anna - Também não fui eu quem jogou a menina pela janela...
Suzane - E veja você, hoje é dia das mães... Quem deve se sentir mais culpada, eu ou você?
Anna - Você, é claro. Já disse que a menina não era da minha família. Você matou sua mãe.
Suzane - E você matou uma criança... uma criança como seus filhos...

silêncio. elas se abraçam.

Anna - Será que a gente sai dessa?
Suzane - Não sei, mas vamos fazer um pacto ?
Anna - hum?
Suzane - Se a gente sair dessa, você e o Alexandre me adotam.
Anna - Combinado.

sábado, 3 de maio de 2008

À la Charles Bukowski - O velho safado Buk.

pergunte ao homem tomando café na padaria da esquina
pergunte ao jornalista e
pergunte ao jornaleiro
pergunte ao vendedor de abacaxi
pergunte ao médico otorrinolaringologista e
pergunte ao cardiologista e ao pediatra
pergunte à recepcionista bonita e
pergunte à recepcionista com cara de insatisfeita
pergunte ao primeiro rosto que você vir pela manhã
pergunte ao mendigo bêbado deitado na marquise da livraria do centro da cidade
pergunte ao professor sabe-tudo e
pergunte ao professor que fale seje
pergunte a seu melhor amigo e
pergunte também a seu pior inimigo
pergunte ao vendedor de livros e
pergunte ao escritor
pergunte a mim
pergunte aos friorentos
pergunte os frígidos
pergunte ao treinador do seu time e
pergunte ao treinador do time adversário
pergunte ao cego e
pergunte também ao surdo e mudo
pergunte ao crente do ônibus que tenta te converter
pergunte à pessoa do seu lado
pergunte, se estiver sozinho, a si mesmo
pergunte ao vocalista rouco da música que você está escutando
pergunte à moça do sapato bonito
pergunta a aqueles que nunca usaram sapatos
pergunte aos tímidos
pergunte aos motoristas
pergunte a quem você sonhou na noite passada
pergunte aos que sofrem de gigantismo e
perguntem aos anões
pergunte à mulher de TPM
pergunte ao rapaz de luvas
pergunte à lista telefônica
pergunte aos gordos e
pergunte também aos anoréxicos
pergunte aos medrosos e
pergunte para o cara que enfrentou o maior dos medos
pergunte ao que nunca sentiu medo
pergunte ao serial killer
pergunte a seu pai
pergunte também à sua mãe
pergunte aos publicitários
pergunte aos mentirosos
pergunte aos românticos melancólicos
pergunte a seus irmãos
pergunte à lua e não esqueça:
pergunte também ao sol e à chuva
pergunte à primeira estrela que vir
pergunte ao relógio
pergunte à grávida
pergunte aos malandros
pergunte à capa vazia do livro
pergunte aos pontuais
pergunte ao silêncio
pergunte aos berros
pergunte sem gritar
pergunte implorando uma resposta
pergunte àquela pessoa que você queria estar sozinho com
pergunte aos sinceros
pergunte aos atrasados
pergunte aos sem-noção
pergunte ao jovem a beira da morte
pergunte a um rosto gentil
pergunte ao porteiro falastrão
pergunte ao rapaz da locadora de DVDs e
pergunte também ao rapaz da locadora de carros
pergunte ao locutor
pergunte aos sem-escolha
pergunte ao espectador
pergunte ao cara mordido por um tubarão
pergunte ao cara que jogou sua filha pela janela
pergunte aos morenos e
pergunte aos loiros e
pergunte aos morenos. não esqueça e
pergunte aos ruivos
pergunte ao poeta que rima
pergunte ao poeta que escreve livremente
pergunte aos escravos
pergunte aos Senhores
pergunte ao Senado
pergunte a quem sente saudade
pergunte aos barbudos
pergunta a seu amor platônico
pergunte aos que sabem usar crase
pergunte À aqueles que não sabem
pergunte a quem te ama e
pergunte a quem te odeie
pergunte ainda aos indiferentes a ti
pergunte aos passarinhos
pergunte a quem está longe
pergunte ao senhor com cachimbo
pergunte aos drogados
pergunte aos japoneses, chineses e coreanos
pergunte aos bilionários
pergunte aos miseráveis
pergunte àquele que nunca mais te procurou
pergunte aos que chegam e
pergunte aos que partem
pergunte àquele velho vizinho
pergunte aos acessíveis
pergunte aos imprudentes
pergunte à menina de voz doce
pergunte aos curiosos
pergunte aos não fumantes
pergunte à quem quiser, a hora que quiser, com chuva ou sol, no Rio ou em São Paulo.
pergunte aos friorentos do Sul
pergunte aos pinguins
pergunte aos que acham que pinguins deveria ter trema
pergunte aos antiquados
pergunte a quem te ama, mas não te tem e
pergunte a quem você ama e não tem
pergunte a seus favoritos
pergunte ao Roberto Carlos das duas pernas e
pergunte ao Roberto Carlos de uma perna só
pergunte aos funkeiros
pergunte aos pretensiosos
pergunte ao Diretor
pergunte aos que fazem top 5
pergunte aos canários
pergunte aos indies e
pergunte também aos emos
pergunte em uma oração
pergunte por cartas
pergunte ao carteiro e
pergunte ao vendedor de selos
pergunte aos fracos e
pergunte aos frascos
pergunte a qualquer um desses ou a todos esses
pergunte também a todos que deixei de fora
pergunte pergunte pergunte e
todos eles te dirão:



Quanto mais dizem que você não vai conseguir, mais você está estimulado a alcançar o que quer e a provar a todos o contrário.