Eu espero, desespero.
Eu torço. Distorço e retorço .
Eu tento e atento. Me mantenho atenta.
Eu erro, berro.
Mudo muda.
Formo, transformo e reformo.
Não entendo mas tendo a combinar palavras.
Não piso no calo, me calo.
Muda. Sem nunca mudar.
Eu peço. Nunca impeço.
Eu imponho. Mas não ponho.
Eu me inspiro e piro.
Eu não puxo o lençol pra não perder tempo na hora de arrumar a cama.
Não gosto de perder tempo.
Gosto de gastar tempo.
Eu gosto.
terça-feira, 30 de outubro de 2007
terça-feira, 23 de outubro de 2007
do porquê eu seria mais feliz na França
Morar na França facilitaria minha vida. A começar pela sentimental...
O verbo "aimer"(aquele do je t'aime) tem, em francês, dois significados: gostar e amar. Hum... peculiar, não?!
O MESMO verbo quer dizer "gostar" e "amar". X diz "je t'aime", Y diz "moi aussi" (eu também).
Não se sabe se se amam, ou se se gostam. Quem ama e quem só gosta.
Todos saem felizes. Mesmo que não queiram dizer a mesma coisa.
Evitam-se as DRs, os constrangimentos, as encanações.
Os franceses tem a manha.
É, eu seria mais feliz na França. Ou não.
To aprendendo a não iludir. Nem que seja sem querer.
sexta-feira, 12 de outubro de 2007
Condicional
Era uma segunda-feira ou qualquer outro dia da semana. Estão no mesmo ônibus lotado em direção ao centro da cidade. Quase 14:00. Ela vai à faculdade e ele ao estágio. Ela cursa psicologia, ele engenharia. Júlia e Lucas. Não sabem o nome um do outro. Estão frente a frente. Ambos com fones de ouvido. Sem saber, escutam a mesma música, que pode ser qualquer uma. Ele se encanta com o jeito dela. É recíproco. Olham-se por cerca de 15 minutos, conversam com olhares. Não trocam uma palavra.
Júlia dá a entender, com o olhar, que descerá no próximo ponto. Caminham um em direção ao outro e, sem nenhuma palavra, como foi durante todo o trajeto de 20 minutos, beijam-se longamente. Durante o beijo, ela acaricia seus cabelos enrolados e sem corte. Ele passa as mãos carinhosamente pelas costas da menina.
O ônibus pára. Ela desce. Olham-se pela janela até perderem-se de vista.
Sorriem.
Nunca mais se viram.
sábado, 6 de outubro de 2007
inspira, expira .
Tudo seria mais simples se não fosse necessário inspirar para depois expirar, completando assim a respiração. Entendam como quiserem. Eu queria mesmo era expirar pra depois inspirar. Com certeza teria postado umas cinco vezes nas últimas três semanas (e não nenhuma, como foi de fato).
Tô voltando, tô voltando.
Tô voltando, tô voltando.
sábado, 15 de setembro de 2007
Milan(a)
Não existe meio de verificar qual é a boa decisão, pois não existe termo de comparação. Tudo é vivido pela primeira vez e sem preparação. Como se um ator entrasse em cena sem nunca ter ensaiado. Mas o que pode valer a vida, se o primeiro ensaio da vida já é a própria vida? É isso que faz com que a vida pareça sempre um esboço. No entando, mesmo "esboço" não é a palavra certa porque esboço é sempre um projeto de alguma coisa, a preparação de um quadro, ao passo que o esboço da nossa vida não é o esboço de nada, é um esboço sem quadro.
KUNDERA, Milan. A Insustentável Leveza do Ser.
KUNDERA, Milan. A Insustentável Leveza do Ser.
domingo, 9 de setembro de 2007
Intocáveis
Quarta-feira de manhã. Dia de "não-aula" por tempo indetermidado e falta de professor. É o que eu chamaria de recreio da semana. Acordo mais tarde, me enrolo, tomo banho com calma e música. Uma quarta-feira (quase) normal, se não fosse pelo fato de eu não almoçar em casa (quarta é o único dia que almoço em casa), para pegar uns xerox na Reitoria e encontrá-lo.
Mas, nesse dia aconteceu algo, relativamente insignificante, que me deixou um tanto encucada. Mochila nas costas, fones no ouvido, alguma música boa tocando e eu cantarolando. Manhã quente e ensolarada. O ônibus chegou e para minha tristeza, a bateria do Ipod acabou. 20 minutos sem música, sem companhia. E eu não tirei os fones de ouvido, do ouvido. Deixei ali, sem explicação. Não foi por preguiça, nem pose. Jamais. Só não senti a mínima vontade de tirá-los. Provavelmente ninguém viu que eu tava de fone, ninguém reparou, é algo tão banal. Tampouco alguém, que por ventura tenha visto, suspeitou que não estava tocando música alguma. Mas eu os deixei ali, intactos e intocáveis (em todos os sentidos).
O que me assusta é a possibilidade de levar a vida assim... Com os fones e sem a música. Não sentir a mínima vontade de tirar os fones, todos pensarem que estou ouvindo alguma música boa (mesmo sem cantarolar) e eu estar ali, no silêncio tedioso.
Eu ando cheia das analogias. É muito tempo no banho, ou no silêncio do ônibus. Quartas-feiras são as culpadas?
De qualquer forma, continua sendo meu dia da semana (eu disse se-ma-na, não o final dela) favorito.
Mas, nesse dia aconteceu algo, relativamente insignificante, que me deixou um tanto encucada. Mochila nas costas, fones no ouvido, alguma música boa tocando e eu cantarolando. Manhã quente e ensolarada. O ônibus chegou e para minha tristeza, a bateria do Ipod acabou. 20 minutos sem música, sem companhia. E eu não tirei os fones de ouvido, do ouvido. Deixei ali, sem explicação. Não foi por preguiça, nem pose. Jamais. Só não senti a mínima vontade de tirá-los. Provavelmente ninguém viu que eu tava de fone, ninguém reparou, é algo tão banal. Tampouco alguém, que por ventura tenha visto, suspeitou que não estava tocando música alguma. Mas eu os deixei ali, intactos e intocáveis (em todos os sentidos).
O que me assusta é a possibilidade de levar a vida assim... Com os fones e sem a música. Não sentir a mínima vontade de tirar os fones, todos pensarem que estou ouvindo alguma música boa (mesmo sem cantarolar) e eu estar ali, no silêncio tedioso.
Eu ando cheia das analogias. É muito tempo no banho, ou no silêncio do ônibus. Quartas-feiras são as culpadas?
De qualquer forma, continua sendo meu dia da semana (eu disse se-ma-na, não o final dela) favorito.
domingo, 26 de agosto de 2007
sobre a vida e os verbos
É curioso (e maravilhoso) unir presente, passado e futuro. O pretérito imperfeito, junto com o pretérito perfeito. O presente do indicativo de tempos melhores. E o presente do subjuntivo, que seja. O presente e o passado em prol de um futuro melhor. Não o futuro do presente, nem o futuro do pretérito. Se eu fosse gramática, nem um pouco dramática, criaria o futuro mais que perfeito.
Por curiosidade, pedidos, inconstância e mais uma vez, curiosidade... abri os comentários nesse post. Provavelmente o primeiro e último. Veremos.
Por curiosidade, pedidos, inconstância e mais uma vez, curiosidade... abri os comentários nesse post. Provavelmente o primeiro e último. Veremos.
domingo, 19 de agosto de 2007
ofuscado?
Uma das coisas que mais me incomoda é ficar sem minhas lentes de contato. Tenho um grau em um olho e dois em outro, mas quando tiro a lente o grau fica duplicado por uns dois dias. É péssimo enxergar tudo embaçado, desfocado. Não conseguir enxergar as pessoas perfeitamente e, muito menos, ler as coisas sem dificuldade. Você acaba forçando tanto os olhos que saem lágrimas...
Mas o foda mesmo (desculpa o termo, mãe) é estar com as lentes e não conseguir enxergar as pessoas perfeitamente e, muito menos, ler as coisas sem dificuldades. É péssimo enxergar tudo embaçado, desfocado. Você acaba forçando tanto os olhos - e nesse caso, não só os olhos - que saem lágrimas...
PS¹ (pertinente) - é feio mas embaçado é com Ç mesmo
PS² (impertinente) - o tempo é inversamente proporcional às mil coisas a fazer. correria.
Mas o foda mesmo (desculpa o termo, mãe) é estar com as lentes e não conseguir enxergar as pessoas perfeitamente e, muito menos, ler as coisas sem dificuldades. É péssimo enxergar tudo embaçado, desfocado. Você acaba forçando tanto os olhos - e nesse caso, não só os olhos - que saem lágrimas...
PS¹ (pertinente) - é feio mas embaçado é com Ç mesmo
PS² (impertinente) - o tempo é inversamente proporcional às mil coisas a fazer. correria.
domingo, 12 de agosto de 2007
Erra uma vez...
Erra uma vez, uma menina que vivia no mundo da lua, era desatenta e não prestava atenção nas coisas que fazia
Errar é humano, mas persistir no erro é burrice
: (
Errar é humano, mas persistir no erro é burrice
: (
Eu aqui, eu ali...
Poucas coisas me incomodam tanto (ao mesmo tempo que tanto encantam), quanto achar características peculiares minhas, em outras pessoas.
É esquisito se ver em outras pessoas, é assustador pensar que pessoas pensam como você. E não digo nos fatos-não-tão-raros como não gostar de refrigerante algum ou não comer salada. É algo do tipo, ter uma temperatura preferencial (nem quente, nem fria) para beber água e ainda batizá-la com seu nome: no meu caso, "temperatura ilana". Ou então reparar em coisas que ninguém jamais repararia e chegar a conclusões curiosas. Minha última foi: o livro mais lindo no ônibus é, sem dúvida, pelo menos em Curitiba no biarticulado, A Arte da Guerra (minha teoria respeito disso está em desenvolvimento ainda). Pra não falar de sonhos semelhantes, complementares ou até manias não citáveis aqui :p
No fundo, o que me assusta e encanta nisso tudo, é imaginar que, o mundo inteiro é composto por mais de 6,5 bilhões de pessoas (se não me engano). Pode ser que juntando algumas pessoas uma pessoa exatamente igual a mim seja formada. Super no contexto, não duvido que alguém que esteja lendo esse post, talvez tenha pensado nisso numa noite de insônia, no ônibus, no meio de uma aula chata ou até no silêncio barulhento de antes de dormir.
Tudo isso surgiu por conta de um achado que me incomodou. Uma invenção que eu tinha certeza que havia criado e pretendia um dia patentear (literalmente), já existe. http://www.pipimpe.com.br/. A diferença é que na minha idéia era de plástico.
To indo desenhar a caverna de Platão (ha-ha-ha)
PS -"I said maybe, you're gonna be the one that saves me..."
É esquisito se ver em outras pessoas, é assustador pensar que pessoas pensam como você. E não digo nos fatos-não-tão-raros como não gostar de refrigerante algum ou não comer salada. É algo do tipo, ter uma temperatura preferencial (nem quente, nem fria) para beber água e ainda batizá-la com seu nome: no meu caso, "temperatura ilana". Ou então reparar em coisas que ninguém jamais repararia e chegar a conclusões curiosas. Minha última foi: o livro mais lindo no ônibus é, sem dúvida, pelo menos em Curitiba no biarticulado, A Arte da Guerra (minha teoria respeito disso está em desenvolvimento ainda). Pra não falar de sonhos semelhantes, complementares ou até manias não citáveis aqui :p
No fundo, o que me assusta e encanta nisso tudo, é imaginar que, o mundo inteiro é composto por mais de 6,5 bilhões de pessoas (se não me engano). Pode ser que juntando algumas pessoas uma pessoa exatamente igual a mim seja formada. Super no contexto, não duvido que alguém que esteja lendo esse post, talvez tenha pensado nisso numa noite de insônia, no ônibus, no meio de uma aula chata ou até no silêncio barulhento de antes de dormir.
Tudo isso surgiu por conta de um achado que me incomodou. Uma invenção que eu tinha certeza que havia criado e pretendia um dia patentear (literalmente), já existe. http://www.pipimpe.com.br/. A diferença é que na minha idéia era de plástico.
To indo desenhar a caverna de Platão (ha-ha-ha)
PS -"I said maybe, you're gonna be the one that saves me..."
