Não tenho tido tempo para romances. Eles mal começam e eu já me canso. Podem ser apresentados por amigos, ou escolhidos à esmo. Eu ali, ele lá. Nós aqui. Confesso que começo sempre cheia de expectativas. 'é legal', dizem uns. 'é a sua cara, você vai adorar', dizem outros. 'putaqueopariu, me achei', penso eu. Logo me envolvo. Quando desenvolvo: já era. Cansei. Não tenho tido paciência para romances.
Não tenho tido paciência para romances. Na falta do meu tempo, ele me espera. Mas eu não me desespero. O próximo passo é quando eu começo a gostar. Logo penso que vou largar amigos, festas e saídas, para ficar trancada em casa com ele em um sábado qualquer. Quando sinto falta, lembro das provas da faculdade e que meu trabalho ocupa todas as minhas tardes. Não tenho tido tempo para romances.
Não tenho tido tempo para romances. Sei que eles vão mudar a minha forma de ocupar as horas vagas e tirar meu sono. Vou trocar meus filmes e músicas por ele. Sei também que vai acabar. E aí? como eu fico? sozinha, é claro. Os romances não estão nem aí quando terminam. Vão para longe e logo estão na mão de outra qualquer. Em uma noite estão ao nosso lado, bem pertinho... nos vendo dormir. Parecem nem ligar quando soltamos deles para tirar um cochilo, ficam ali quietinhos esperando a gente. Acordamos e eles estão ali, quase na mesma posição, só nos esperando. Tão indefesos e submissos, mas vai acabar. E toda essa paciência vai ser de outra pessoa. E eu? Oras, eu Não tenho tido paciência para romances.
Não tenho tido paciência para romances. Alguns deles são tão complicados, outros confusos e tantos outros tão cansativos. Às vezes você tem dois romances por vez. E não é infidelidade. É para equilibrar: um simples, um difícil. Ninguém quer complicações o tempo todo, mas o que é fácil demais também cansa. Eles até parecem entender, ou fingem não ver. Alguns duram meses, outros eu termino em menos de uma semana. Alguns eu acabo antes de chegar ao fim - mas, sim, assumo, às vezes, sem ter o que fazer, acabo pegando novamente. Rápido e prático, porém sem maiores objetivos. Não tenho tido tempo para romances.
Não tenho tido tempo para romances. Não tenho tido paciência para romances. Por isso só tenho lidos contos, crônicas e poesia.
domingo, 16 de novembro de 2008
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Ame o poema.
A base do teto desaba.
Adias a saida
A sua pausa. Erro comum ocorre.
O breve verbo: reviver.
Rir é ferir.
Somávamos.
Sós, reveses e teses. E versos?
A base desatola calotas e desaba.
A nota é átona.
A dose de soda. O nó do dono.
Ato idiota. O ânimo domina-o.
A dica é ácida: AME O POEMA.
Notas de rodapé:
Nota¹ - Um palíndromo é uma palavra, frase ou qualquer outra sequência de unidades que tenha a propriedade de poder ser lida tanto da direita para a esquerda como da esquerda para a direita. Num palíndromo, normalmente são desconsiderados os sinais ortográficos, assim como o espaços entre palavras.
Nota² - Talvez você entenda melhor se ler cada frase do poema ao contrário, ou seja, da direita para a esquerda.
Adias a saida
A sua pausa. Erro comum ocorre.
O breve verbo: reviver.
Rir é ferir.
Somávamos.
Sós, reveses e teses. E versos?
A base desatola calotas e desaba.
A nota é átona.
A dose de soda. O nó do dono.
Ato idiota. O ânimo domina-o.
A dica é ácida: AME O POEMA.
Notas de rodapé:
Nota¹ - Um palíndromo é uma palavra, frase ou qualquer outra sequência de unidades que tenha a propriedade de poder ser lida tanto da direita para a esquerda como da esquerda para a direita. Num palíndromo, normalmente são desconsiderados os sinais ortográficos, assim como o espaços entre palavras.
Nota² - Talvez você entenda melhor se ler cada frase do poema ao contrário, ou seja, da direita para a esquerda.
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
pára escrever de amor.
escrever de amor deve ser bem fácil, talvez por isso eu não escreva. todas aquelas palavras batidas, saindo de rostos abatidos. dos substantivos: devaneios, vestígios, saudade, sonho. tudo ao som de canções, ritmos, música. prefiro os fones de ouvido, talvez por isso eu não escreva. prefiro também a realidade e, embora eu devaneie vezenquando, nunca soube muito bem quando usar essa palavra. partes do corpo não podem faltar, e sempre aquelas mesmas: olhos, sorriso, boca. eu sempre gostei mais de nariz, talvez por isso eu não escreva. perfume, cheiro, suor. me mostre um texto de amor que não tenha uma dessas três palavras, que te mostro alguém que ache beatles uma droga.
escrever de amor deve ser bem fácil, talvez por isso cause problemas. com tantos clichês, assumidos como clichês, como mudar o discurso para o próximo amor? sempre a mesma ladainha de devaneio de saudade ao sentir vestígios do seu cheiro no travesseiro. a saudade sua boca beijando meus olhos ao som daquela canção tão nossa, no ritmo perfeito. um sonho. oras, pro outro amor, basta mudar a ordem. sonhos perfeitos quando sinto seu cheiro no travesseiro. vestígios da saudade que me causa seus olhos na minha boca, me beijando em devaneio no ritmo da nossa canção. tão igual, para pessoas tão diferentes. talvez por isso eu não escreva.
escrever de amor deve ser bem fácil, talvez por isso seja eficiente. escrever de amor consegue o perdão, conquista a paixão. nada como ler aquele poema com seu nome grafado por entre as linhas. eternizado como tatuagem sem, no entanto, marcar eternamente. poema no guardanapo, em caderno na aula, em folha rasgada, com coração ao lado. coração na mão. do outro. não há quem não se entregue a palavras doces. escrever não é necessariamente sentir. ora, tudo pela poesia, dizem os românticos. aqueles que nunca amaram. talvez por isso eu não escreva.
escrever de amor deve ser bem fácil, talvez por isso cause problemas. com tantos clichês, assumidos como clichês, como mudar o discurso para o próximo amor? sempre a mesma ladainha de devaneio de saudade ao sentir vestígios do seu cheiro no travesseiro. a saudade sua boca beijando meus olhos ao som daquela canção tão nossa, no ritmo perfeito. um sonho. oras, pro outro amor, basta mudar a ordem. sonhos perfeitos quando sinto seu cheiro no travesseiro. vestígios da saudade que me causa seus olhos na minha boca, me beijando em devaneio no ritmo da nossa canção. tão igual, para pessoas tão diferentes. talvez por isso eu não escreva.
escrever de amor deve ser bem fácil, talvez por isso seja eficiente. escrever de amor consegue o perdão, conquista a paixão. nada como ler aquele poema com seu nome grafado por entre as linhas. eternizado como tatuagem sem, no entanto, marcar eternamente. poema no guardanapo, em caderno na aula, em folha rasgada, com coração ao lado. coração na mão. do outro. não há quem não se entregue a palavras doces. escrever não é necessariamente sentir. ora, tudo pela poesia, dizem os românticos. aqueles que nunca amaram. talvez por isso eu não escreva.
domingo, 5 de outubro de 2008
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
café literário
fui a um café com um café mais ou menos, um ambiente legalzinho e um brinde: a cada dez reais, você dava mais quatro e ganhava um livro.
eram quatro opções.
antologia poética do vinicius de moraes era o que eu queria. sonetos, poesias, canções. tinha acabado. estava em falta.
escolhi mau humor, uma antologia definitiva de frases venenosas, do ruy castro. não tinha a autoria dele, eram citações irônicas, críticas e auto-críticas.
de repente tudo se explicou.
eram quatro opções.
antologia poética do vinicius de moraes era o que eu queria. sonetos, poesias, canções. tinha acabado. estava em falta.
escolhi mau humor, uma antologia definitiva de frases venenosas, do ruy castro. não tinha a autoria dele, eram citações irônicas, críticas e auto-críticas.
de repente tudo se explicou.
o amor em duas palavras.
amortecedor.
eternamente.
é ter na mente, eternamente.
amor tece dor, mas amortece dor.
eternamente.
é ter na mente, eternamente.
amor tece dor, mas amortece dor.
terça-feira, 16 de setembro de 2008
(des)classificados
procura-se um amor. também pode ser chamado de paixão, no início. de gato ou lindo, nas mensagens de celular. de tchuco ou nenem, na intimidade. de amigo, para provocar. de ex, quando vier a terminar. não precisa ser pra sempre. desde que me faça pensar, enquanto dure, que será para sempre.
não precisa ser lindo. nariz bonitinho, sorriso aberto - de olhos fechadinhos, cabelo bagunçado e com barba por fazer, para me fazer sorrir. que acostume com a barba até eu reclamar. deixe mais alguns dias pra eu xingar cada vez que me pinicar. e então tire, pra eu chamar de criança.(um desses atributos já está de bom tamanho)
procura-se um amor que me ganhe no olhar, que me faça não parar de querer beijar. que saiba me acalmar, mas também me deixar irritada - retribuindo meu mau humor com um sorriso de satisfação. que ande de mão dada e reclame, como eu, de andar abraçado. embora me deixe ficar pendurada em seus ombros de vez em quando. uma paixão que se descabele cada vez que eu não atendo o celular e que me descabele com seu cafuné. que me separe as jujubas vermelhas e o creme do seu café. que me controle, fingindo não saber controlar. que me descontrole a cada palavra doce que me falar.
procura-se alguém que me mande mensagens de surpresa no celular e que não se esqueça de me ligar. que não faça questão de 'demonstrações públicas de afeto', mas que não esconda de mim o que sente. que seja legal com os meus amigos, minha família e, também, com o garçom. procura-se um amor que me presenteie com livros, mas só depois de tê-los lido. que me apresente tantos autores que nunca li (e deveria ler) e que aceite minhas sugestões literárias. goste de kerouac, bukowski e cite leminski. mas que saiba declamar sonetos de vinicius de moraes e frases de caio fernando abreu. que seja viciado em livros pocket, ou que, ao menos, entenda meu vício.
procura-se uma paixão que invada primeiro minhas mãos, passando pelos cabelos, pele, boca e, em tempo, minha alma. que me tire o sono, apareça nos meus sonhos e, então, ao meu lado. prefiro os com pés quentinhos e sem reclamações aos meus gelados. que, pouco a pouco, me convença a gostar de flores e comece tentando com girassóis. ou cactos. me convença também a comer salada e comece tentando com brócolis. ou beterraba.
procura-se também o bom gosto musical. cheio das novidades que eu nunca ouvi. não ligo se baixar cds, desde que faça questão de ter alguns originais. pontos a mais se ainda tiver uns lps, gostar de beatles e los hermanos. que cante desafinado comigo e caia na risada quando esquecer a letra. que renove o meu ipod e me incentive a usar headphone.
procura-se um amor que beije a ponta do meu nariz. que me faça a mais feliz. que assista filme com a coberta vermelha no sofá. que me xingue a cada filme ruim que eu escolher e ria quando eu disser que foi proposital como um pretexto pra nossos beijos. procura-se alguem que me presenteie também com dvds, ainda que gravados. que goste de almodovar, woody allen - inclusive nos livros - e não xingue os filmes brasileiros. mas que também assista a uma comédia romântica comigo de vez em quando. e ah, não tenha vergonha de chorar.
procura-se alguém que entenda que o pra sempre sempre acaba. que não me encha de mágoas, só de saudade. que seja lembrança doce que ficou pra trás. que seja a vontade incontrolável que o tempo traz. que seja sempre o caminho de voltar. que deixe o tempo nos juntar. de novo e de novo.
mas acima de tudo, procura-se alguém que me convença que nada disso que procuro é necessário. que nada disso é preciso, nem preciso. que venha com uma mochila de contra-propostas nas costas. e que venha com urgência.
não aceito devoluções, mas não peço garantia. só garanto.
não precisa ser lindo. nariz bonitinho, sorriso aberto - de olhos fechadinhos, cabelo bagunçado e com barba por fazer, para me fazer sorrir. que acostume com a barba até eu reclamar. deixe mais alguns dias pra eu xingar cada vez que me pinicar. e então tire, pra eu chamar de criança.(um desses atributos já está de bom tamanho)
procura-se um amor que me ganhe no olhar, que me faça não parar de querer beijar. que saiba me acalmar, mas também me deixar irritada - retribuindo meu mau humor com um sorriso de satisfação. que ande de mão dada e reclame, como eu, de andar abraçado. embora me deixe ficar pendurada em seus ombros de vez em quando. uma paixão que se descabele cada vez que eu não atendo o celular e que me descabele com seu cafuné. que me separe as jujubas vermelhas e o creme do seu café. que me controle, fingindo não saber controlar. que me descontrole a cada palavra doce que me falar.
procura-se alguém que me mande mensagens de surpresa no celular e que não se esqueça de me ligar. que não faça questão de 'demonstrações públicas de afeto', mas que não esconda de mim o que sente. que seja legal com os meus amigos, minha família e, também, com o garçom. procura-se um amor que me presenteie com livros, mas só depois de tê-los lido. que me apresente tantos autores que nunca li (e deveria ler) e que aceite minhas sugestões literárias. goste de kerouac, bukowski e cite leminski. mas que saiba declamar sonetos de vinicius de moraes e frases de caio fernando abreu. que seja viciado em livros pocket, ou que, ao menos, entenda meu vício.
procura-se uma paixão que invada primeiro minhas mãos, passando pelos cabelos, pele, boca e, em tempo, minha alma. que me tire o sono, apareça nos meus sonhos e, então, ao meu lado. prefiro os com pés quentinhos e sem reclamações aos meus gelados. que, pouco a pouco, me convença a gostar de flores e comece tentando com girassóis. ou cactos. me convença também a comer salada e comece tentando com brócolis. ou beterraba.
procura-se também o bom gosto musical. cheio das novidades que eu nunca ouvi. não ligo se baixar cds, desde que faça questão de ter alguns originais. pontos a mais se ainda tiver uns lps, gostar de beatles e los hermanos. que cante desafinado comigo e caia na risada quando esquecer a letra. que renove o meu ipod e me incentive a usar headphone.
procura-se um amor que beije a ponta do meu nariz. que me faça a mais feliz. que assista filme com a coberta vermelha no sofá. que me xingue a cada filme ruim que eu escolher e ria quando eu disser que foi proposital como um pretexto pra nossos beijos. procura-se alguem que me presenteie também com dvds, ainda que gravados. que goste de almodovar, woody allen - inclusive nos livros - e não xingue os filmes brasileiros. mas que também assista a uma comédia romântica comigo de vez em quando. e ah, não tenha vergonha de chorar.
procura-se alguém que entenda que o pra sempre sempre acaba. que não me encha de mágoas, só de saudade. que seja lembrança doce que ficou pra trás. que seja a vontade incontrolável que o tempo traz. que seja sempre o caminho de voltar. que deixe o tempo nos juntar. de novo e de novo.
mas acima de tudo, procura-se alguém que me convença que nada disso que procuro é necessário. que nada disso é preciso, nem preciso. que venha com uma mochila de contra-propostas nas costas. e que venha com urgência.
não aceito devoluções, mas não peço garantia. só garanto.
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
the one that saves me
E eu que nem esperava mais, de repente o vejo, ali, olhando pra mim. sinto o sorriso, meu e dele. simultaneamente. não vemos os sorrisos. nem eu, nem ele. mas está lá. eu sei que está.
apesar de não ser dada a iniciativas, me aproximo como quem quer tudo - nada de quem não quer nada. todo mundo quer alguma coisa. eu quero ele.
continua parado, estático. me encara, penetra nos meus olhos, na minha pele. invade meus pensamentos, controla meu desejo, que nessa altura já é óbvio, o quero pra mim. só pra mim. sem dividir com ninguém. sem dar satisfação a ninguém.
estamos num lugar público, é bem verdade, mas não sinto mais vergonha. o que era uma vontade, já se transformou em necessidade, ânsia, desespero. quero tomá-lo pra mim. levá-lo pra longe, pra bem longe. pra dentro de mim.
já se passaram três minutos desde que o vi pela primeira vez e, eu, oras, eu continuo feito boba olhando pra ele. quero aproveitar cada segundo antes que ele me escorra pelos vãos dos dedos, como normalmente acontece com as pessoas.
não quero e não vou decepcioná-lo. já não tenho medo da decepção. somos só nós dois. e todo o mundo ao redor pouco importa.
finalmente o toco, lentamente, com a ponta dos dedos. nesse instante, a dor e a mágoa dos acontecimentos recentes começam a desaparecer. o encaro com gratidão. minhas lágrimas que não caíram, começam a secar. o nó na garganta se transforma em vontade de gritar. gritar pra todo mundo. "quero só ele, quero só ele". adeus, dor. adeus, melancolia.
e agora? agora preciso retribuí-lo. como alguém me provoca tantos sentimentos doces, e não ganha nada em troca?
é quando encosto meus lábios nele. lentamente. começando pelos cantos. dou uma mordidinha de leve. quero mais, quero mais. encosto a ponta da língua e, por fim, ela toda. como é doce. é delicioso. já me derrete pela boca. arrepio. o que era lento, começa a aumentar o ritmo. devoro tudo.
agora já não restam dúvidas, ele é insubstituível, incomparável. o melhor de tudo é que agora é só meu, ninguém pega, ele está dentro de mim.
ai ai, nada como um chocolate para uma mulher no período pré-menstrual.
apesar de não ser dada a iniciativas, me aproximo como quem quer tudo - nada de quem não quer nada. todo mundo quer alguma coisa. eu quero ele.
continua parado, estático. me encara, penetra nos meus olhos, na minha pele. invade meus pensamentos, controla meu desejo, que nessa altura já é óbvio, o quero pra mim. só pra mim. sem dividir com ninguém. sem dar satisfação a ninguém.
estamos num lugar público, é bem verdade, mas não sinto mais vergonha. o que era uma vontade, já se transformou em necessidade, ânsia, desespero. quero tomá-lo pra mim. levá-lo pra longe, pra bem longe. pra dentro de mim.
já se passaram três minutos desde que o vi pela primeira vez e, eu, oras, eu continuo feito boba olhando pra ele. quero aproveitar cada segundo antes que ele me escorra pelos vãos dos dedos, como normalmente acontece com as pessoas.
não quero e não vou decepcioná-lo. já não tenho medo da decepção. somos só nós dois. e todo o mundo ao redor pouco importa.
finalmente o toco, lentamente, com a ponta dos dedos. nesse instante, a dor e a mágoa dos acontecimentos recentes começam a desaparecer. o encaro com gratidão. minhas lágrimas que não caíram, começam a secar. o nó na garganta se transforma em vontade de gritar. gritar pra todo mundo. "quero só ele, quero só ele". adeus, dor. adeus, melancolia.
e agora? agora preciso retribuí-lo. como alguém me provoca tantos sentimentos doces, e não ganha nada em troca?
é quando encosto meus lábios nele. lentamente. começando pelos cantos. dou uma mordidinha de leve. quero mais, quero mais. encosto a ponta da língua e, por fim, ela toda. como é doce. é delicioso. já me derrete pela boca. arrepio. o que era lento, começa a aumentar o ritmo. devoro tudo.
agora já não restam dúvidas, ele é insubstituível, incomparável. o melhor de tudo é que agora é só meu, ninguém pega, ele está dentro de mim.
ai ai, nada como um chocolate para uma mulher no período pré-menstrual.
sábado, 6 de setembro de 2008
só.
pra quem sempre esteve acostumada a muitas pessoas e agora prefere ficar sozinha: marcelo camelo e fernanda takai. solos.
a gente percebe que tá ficando adulto quando uma criança pega na tua perna achando ser a da mãe. se chora e pede um mc lanche feliz, é ainda mais doloroso.
a gente percebe que tá só e adulto quando quer mudar o blog por não se reconhecer mais, mas fica com preguiça.
a gente percebe que tá ficando adulto quando uma criança pega na tua perna achando ser a da mãe. se chora e pede um mc lanche feliz, é ainda mais doloroso.
a gente percebe que tá só e adulto quando quer mudar o blog por não se reconhecer mais, mas fica com preguiça.
terça-feira, 2 de setembro de 2008
c tem brochove?
Hoje é terça-feira
o céu borrou a cor
ó minha mão do céu
ó meu pé do chão
Eu não ouço vocês (mais alto)
eu não ouço vocês
eu não creio em vocês
Só acredito no semáforo
só acredito no avião
eu acredito no relógio
só acredito...
Hoje é terça-feira
e o céu se põe
debaixo do tapete
um tesouro
eu não acredito, não
Só acredito no semáforo
só acredito no avião
eu acredito no relógio
acredito no coração
não, não, não
Hoje é terça-feira
e todos meus amigos voam
com olhos de anis
com asas de fogo
e meus olhos cheios
de mágoa então.
Hoje é terça-feira
hoje é terça-feira
e todos meus amigos querem morrer.
o céu borrou a cor
ó minha mão do céu
ó meu pé do chão
Eu não ouço vocês (mais alto)
eu não ouço vocês
eu não creio em vocês
Só acredito no semáforo
só acredito no avião
eu acredito no relógio
só acredito...
Hoje é terça-feira
e o céu se põe
debaixo do tapete
um tesouro
eu não acredito, não
Só acredito no semáforo
só acredito no avião
eu acredito no relógio
acredito no coração
não, não, não
Hoje é terça-feira
e todos meus amigos voam
com olhos de anis
com asas de fogo
e meus olhos cheios
de mágoa então.
Hoje é terça-feira
hoje é terça-feira
e todos meus amigos querem morrer.
