terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

:'(

dói, incomoda, sufoca. não aguento e fecho os olhos com força como se isso fosse resolver alguma coisa. as lágrimas antes guardadas ali, bem no fundo, quase que escondidas, escorrem pela minha pele e molham, salgadas, meus lábios. sinto-me aliviada por alguns poucos segundos e toda aquela sensação torna a me atormentar. sinto tudo arder. quase queima. é agoniante e eu já não sei mais o que fazer. já não consigo mais enxergar o mundo claramente. o colorido de antes dá lugar às sombras. tudo me parece ofuscado e escuro. nada ao redor importa. já não consigo me ater a outra coisa que não seja essa sensação de fraqueza e impotência diante da terrível sensação que toma, lentamente, meus olhos. sinto o sal novamente tocar meus lábios. trago as mãos ao rosto numa forma de esconder e omitir toda dor. não adianta. nada adianta. não há mais o que fazer... lente de contato quando resolve irritar, irrita mesmo.

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tipeguei :P

domingo, 17 de fevereiro de 2008

cinema, truco e uma hora a mais

fazia tempo que eu não assistia a um filme tão bom. Juno é demais. irônico, engraçadinho e adoçado por algo além da água com açúcar. não é a toa que teve 4 indicações ao Oscar. eu incluiria mais uma: melhor trilha sonora. é linda. como o filme. (já baixei inteirinha e não me canso de ouvir a voz baixinha e o violão à la folk).
Ellen Page merece o Oscar de melhor atriz e rói mais unhas que eu (o que é um alívio).

dei o braço a torcer. odeio baralho, mas abro exceção ao truco. apesar de não ter decorado muito a ordem das cartas já me sinto uma mestra. a princípio supus sorte no amor, mas não. o jogo é mais simples.

odiei o fim do horário de verão e tenho dito. só gostei do fato de haver duas meia-noites.

câmbio desligo.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

querido diário,

hoje é diaquatorzedodois, ou seja, valentine's day. é dia dos namorados em boa parte do mundo e eu até entendo o Brasil comemorar a data só em junho. em fevereiro tem carnaval, tem carnaval. carnaval e namoro, não combinam. não adianta. já terminei um namoro no carnaval, outro namoro já foi abalado no carnaval (em anos diferentes ok?)
junho é diferente. começa a ficar frio, as complicações do carnaval já passaram há tempos, se for um amordeverão que sobe a serra já são 6 meses, mas dá tempo também de um namoro recente, que começa com as aulas de uns 3 ou 4 meses, no auge de toda a paixão.

as lojas vendem mais. é fato.

por outro lado, o valentine's day é algo fofinho de ser lembrado. um chocolate, um bichinho ou uma flor. agrada ou pede desculpa pelas mancadas do carnaval. as lojas acabam lucrando um pouco com os mais românticos (ou mais malandros).

é. não tenho namorado. não vou dar happy valentine's day pra ninguém.
mas, e quem liga pra essas datas capitalistas do ESTRANGEIRO ainda por cima, hein ?

tenho mais de 4 meses pra não precisar fazer um post como esse em junho. falando do capitalismo e da necessidade de vender.

tenho 4 meses pra arrumar um namorado e aprender a escrever de amor.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Dá tempo de desistir...

não tomo refrigerante, nem suco de caixinha ou latinha. digo que odeio de polpa também, mas se tomo pensando que é natural, acho gostoso (quando descubro a fraude, digo que achei horrível o gosto). prefiro peixe a carne, carne a frango e frango a salada. no fundo, eu queria ser vegetariana, acho. mas, não dá. não consigo. não como nada de salada. tomo muita água, num gole só. fico bebada com muito pouco e todo mundo sabe. sou viciada em abacaxi (principalmente, os que vendem na rua nos carrinhos de mão. o que você pegar, será meu. com certeza). não gosto de maracujá. nem de um monte de coisa. sou chata, muito chata.
tenho hipoglicemia e se digo que vou desmaiar, desmaio mesmo. não é exagero. um nescau (ou toddy, que é melhor) resolve o problema. PS: me irrita o fato de nescau ser top of mind, inclusive comigo. tenho miopia e quase não enxergo sem lente. não consigo usar óculos fora da sala de aula ou de casa. se eu não fizesse jornalismo, faria publicidade. se eu não fizesse publicidade, faria psicologia. se eu não fizesse psicologia, faria nutrição. ainda bem que faço jornalismo.
durmo cedo e acordo cedo. prefiro casa a balada. com um bom livro, ou filme, ou computador mesmo. balada só se for muito tentadora. canso/me irrito fácil. se tiver chata, 2 da manhã já estou fazendo cara feia. volto da balada vazia, fedida e descabelada. acordo igual um panda (lápis e rímel) e gosto disso. acho lindo, na verdade. odeio gloss, base precisa ser pouca e NADA, sob hipótese alguma, de BRILHO. pelo amor de Deus. não posso ver ninguém caindo na rua que rio, na cara dura. aliás, rio por tudo. e não é desespero. eu acho. gosto de matemática, física e química, mas não tenho mais contato com elas e nem faço tanta questão. prefiro história, português e literatura. sobretudo, portugês. no entanto (calculo que já tenham muitos "mas" nesse post, todavia não vou relê-lo), bato-me (há. ênclise obrigatória devido a vírgula) em casos de plural hifenizado. de crase e vírgulas eu entendo um bucado. prefiro sempre um ponto a uma vírgula. tenho ciume de pessoas e objetos. mas, nunca me importo em emprestar livros. em caso de brigas mea culpa, sempre tento fazer dar risada. é inconveniente, às vezes. eu sou inconveniente, às vezes. quando a culpa é sua, eu faço um doce, mas não fico brava por muito tempo e volto ao normal rápido. até lembrar que estava brava. daí mais um pouco de doce. sou chorona. muito. e manhosa. e, dizem as más línguas, que sou mimada. mas é mentira, eu sei. adoro palavras cruzadas. sobretudo, as avulsas em jornais e revistas. não que eu não goste de revisitinhas tipo coquetel, mas as avulsas são emocionantes demais. aprendi a não guardar mágoa de ninguém e posso dizer que não desgosto de ninguém. mentira. ah, não sei mentir. sempre desminto. sorte de todos. acho que sei fazer mágica e acho que sei falar francês. a configuração do meu ipod é em francês. nada mais poser. se eu falar com você em francês, sóbria, é porque temos intimidade. penso em inglês, às vezes. sonho em inglês, às vezes. sem legenda. afino a voz pra falar em portunhol. enjôo fácil das pessoas e isso é triste. mas, sou sincera e assumo. geralmente a culpa não é minha. costumo combinar as coisas e depois me arrepender. dificilmente furo. mentira. mas ,sempre aviso com bastante antecedência. e as desculpas nem sempre são mentiras. minhas avós fazem aniversário, eu tenho dor de cabeça e, se digo que tive cólica, é porque tive mesmo. sou traumatizada. não brinco com a cólica. tá, tem exceções. não sei mentir. entre autores vivos, prefiro os estrangeiros (com exceções, como o dalton trevisan). entre os mortos, prefiro os brasileiros (com exceções, como os beat). tenho lido mais contos e poesias, que romances. gosto e tenho lido muito de caio fernando, lispector e leminski. eles e ela tiram meu sono. sinto um pouco de tristeza. nunca vou escrever como eles. não sei escrever de amor.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

golden ticket - o resultado

Deus queira que todas as minhas previsões se concretizem com êxito como aconteceu com a tal história do golden ticket.
eu nunca me engano.
em um ônibus repleto de jovens e um só senhor desastrado (bateu no meu braço e derrubou a mochila na minha cabeça) quem senta na poltrona 01, logo ao meu lado ?
pois é.

e acertei completamente.
a criança estava do outro lado. comendo cheetos.

se dormi?
an an.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

espero.

Dizem por aí que quando a gente quer muito que uma coisa aconteça e fica pensando que ela vai dar certo, ela acaba acontecendo.
Assim espero e que espero.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

golden ticket

fui comprar minhas passagens pro carnaval e agora, 3 horas depois, tenho certeza que sou um caso perdido. vi filmes demais, li livros demais. só pode.
compramos a de ida todos juntos, em lugares lado a lado.
ninguém comprou a de volta. ninguém, exceto eu.
tudo por causa da minha mania de querer tudo planejado e certinho associada ao fato de eu viver em uma ficção e à minha impaciência com filas em pleno carnaval.
se parasse por aí, tudo bem. totalmente aceitável.
o problema é que eu quis ir justamente no ônibus que só tinha UM LUGAR. aquele único lugar me fez sentir encontrando o golden ticket do willy wonka, a pessoa mais sortuda do mundo.
é a poltrona número 2 (na frente, corredor) - contrariando toda minha preferência por fundo e janela. mas pouco me importava. é ÚLTIMO LUGAR DO ÔNIBUS (que me soa disputado visto que suas passagens estão quase esgotadas) e é MEU.
aceitei na hora, na maior empolgação. me senti a mais especial de todas.


depois a gente pára e pensa. voltar sozinha e ao lado de algum desconhecido - que ou é criança, ou uma senhora carente querendo conversar ou algum gordo que ocupe meu espaço - não é muito agradável. ainda se fosse algum galã, fosse acabar em casamento e nossa história tema dos almoços em família de domingo. mas eu duvido. já foi sorte demais eu pegar o ÚLTIMO LUGAR DO ÔNIBUS MAIS DISPUTADO.

ai, pelo menos o horário dele me agrada.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

retomada

auto-escola-chata. subway sozinha (só rúcula e alface de salada. e tá ótimo han). muita garoa. música alta no ipod. livro. amigos. finalmente. risadas. carnaval. capuccino. fofocas.
a volta é mais ou menos assim. e é um alívio.

gostei da volta pra casa também. confesso que senti falta de viajar no ônibus (ei, prefiro continuar a "auto-escola-chata", mãe).
logo no começo, entra uma mulher meio estranha. não sei se ela tava falando sozi:nha, comendo chiclets de um jeito horroroso ou se estava incomodada com a dentadura. prestei atenção por uns 5 minutos. cheguei à conclusão de que eram as três coisas ao mesmo tempo. tentei ler os lábios dela e acho que o que eu entendi eram coisas da minha cabeça.
não tenho o talento dos surdos-mudos do Fantástico.
logo me distraí com o outdoor de um motel. ele dizia mais ou menos isso: "durante a vida são trocados cerca de 24 mil beijos". nem preciso dizer que virou o tema central dos meus pensamentos. fiz cálculos. muitos deles. acho que a estatística tá bem errada (é bem mais) e olha que nem sou tão beijoqueira assim.
pra fechar com chave de ouro, o rapaz do meu lado estava checando sua agenda. ele tava no dia 1o de janeiro. e eu pude ler todas suas "velhas promessas de ano novo". achei demais. mas não as publicaria aqui, seria muita invasão de privacidade.
:P

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

mundo aos meus pés

como aconteceu coisa nesse meio tempo. fiz 18 anos que, ao contrário do que reza a lenda, farão um pouco de diferença pra mim. pelo menos é o que tudo indica. começo auto-escola sexta-feira e logo tiro meu passaporte (que, segundo consta, não ficará na gaveta). descobri que tudo que preciso para voltar renovada é fugir para o sol e ficar cercada água por todos os lados, como uma ilha. não que eu discorde de John Donne com toda aquela história de que nenhum homem é uma ilha. mesmo. mas é bom, às vezes, ser ilha.

gosto dessa sensação de ter a planta dos pés no chão, mas a ponta dos dedos tocando as estrelas.
gosto de ficar na ponta dos pés e sentir as estrelas com a palma da minha mão.

só não vou pular para agarrar as estrelas. tirá-las do lugar delas e arriscar cair.
cair com estrela na mão é ruim.
sem elas, é pior ainda.

fico no chão.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

lição de casa

Tá. Vou ensinar.
É bem fácil deixar de gostar de uma música considerada uma das favoritas: basta colocá-la como seu despertador do celular.
JURO que funciona.

Resta aprender como deixar de gostar de coisas mais (in)uteis, vender a idéia e ficar rica.
há.