Tá. Vou ensinar.
É bem fácil deixar de gostar de uma música considerada uma das favoritas: basta colocá-la como seu despertador do celular.
JURO que funciona.
Resta aprender como deixar de gostar de coisas mais (in)uteis, vender a idéia e ficar rica.
há.
quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
sábado, 22 de dezembro de 2007
deixa ser, como será !
já é dia 22 e, pelo menos pra mim, o ano já acabou.
talvez ele não esteja acabando tão bem quanto começou. talvez ele esteja acabando exatamente como no ano passado. talvez não. talvez sim.
Mas as agitações não são só nos extremos. no início e no fim. tudo muda, o tempo todo.
e 2007 não foi diferente.
vida nova. nova vida.
me surpreendi, surpreendi e fui surpreendida. me apaixonei e desapaixonei algumas vezes. pensei que duraria pra sempre, pensei que duraria uma semana. duraram o mesmo tempo.
perdi a paciência, o fôlego, o ar, o medo, a paz. não perdi a noção.
ganhei experiência, planos, certezas, incertezas.
ganhei presentes, desses pra sempre. me fiz presente, algumas vezes. pra sempre.
conheci mil pessoas. reconheci outras. me reconheci em algumas.
aprendi a selecionar.
ganhei uma família no trabalho e um trabalho na família.
trabalhei. me senti útil e inútil diversas vezes.
vi voltarem, vi partirem. vi perto, vi longe.
continuo vendo.
vendada talvez. nunca vendida.
me encontrei algumas vezes. me perdi em outras. me perderam. me encontraram. me ganharam.
escrevi escrevi escrevi. fiz o que sempre quis fazer.
me virei, me desdobrei, me retorci, me alonguei.
chorei. de alegria, tristeza, saudade, arrependimento, ódio, raiva, medo.
ri. de alegria, tristeza, saudade, arrependimento, ódio, raiva, medo.
não tive muitas perguntas respondidas.
me confundi. confundi. me confundiram.
consolei. fui consolada. fui consolo.
fiz escolhas. as minhas escolhas.
tive surpresas agradáveis e desagradáveis. me senti completa, me senti vazia. fiquei cheia.
no momento, só quero que o ano termine para os outros. por mais que ele já tenha terminado, pelo menos para mim. e não sei explicar ao certo o porquê. ou sei. vai saber.
2008?
espero que comece como 2007. mas seu fim está longe demais.
"Deixa ser, como será !"
já diziam os barbudos responsáveis pela minha trilha sonora desse ano.
talvez ele não esteja acabando tão bem quanto começou. talvez ele esteja acabando exatamente como no ano passado. talvez não. talvez sim.
Mas as agitações não são só nos extremos. no início e no fim. tudo muda, o tempo todo.
e 2007 não foi diferente.
vida nova. nova vida.
me surpreendi, surpreendi e fui surpreendida. me apaixonei e desapaixonei algumas vezes. pensei que duraria pra sempre, pensei que duraria uma semana. duraram o mesmo tempo.
perdi a paciência, o fôlego, o ar, o medo, a paz. não perdi a noção.
ganhei experiência, planos, certezas, incertezas.
ganhei presentes, desses pra sempre. me fiz presente, algumas vezes. pra sempre.
conheci mil pessoas. reconheci outras. me reconheci em algumas.
aprendi a selecionar.
ganhei uma família no trabalho e um trabalho na família.
trabalhei. me senti útil e inútil diversas vezes.
vi voltarem, vi partirem. vi perto, vi longe.
continuo vendo.
vendada talvez. nunca vendida.
me encontrei algumas vezes. me perdi em outras. me perderam. me encontraram. me ganharam.
escrevi escrevi escrevi. fiz o que sempre quis fazer.
me virei, me desdobrei, me retorci, me alonguei.
chorei. de alegria, tristeza, saudade, arrependimento, ódio, raiva, medo.
ri. de alegria, tristeza, saudade, arrependimento, ódio, raiva, medo.
não tive muitas perguntas respondidas.
me confundi. confundi. me confundiram.
consolei. fui consolada. fui consolo.
fiz escolhas. as minhas escolhas.
tive surpresas agradáveis e desagradáveis. me senti completa, me senti vazia. fiquei cheia.
no momento, só quero que o ano termine para os outros. por mais que ele já tenha terminado, pelo menos para mim. e não sei explicar ao certo o porquê. ou sei. vai saber.
2008?
espero que comece como 2007. mas seu fim está longe demais.
"Deixa ser, como será !"
já diziam os barbudos responsáveis pela minha trilha sonora desse ano.
quinta-feira, 6 de dezembro de 2007
inferno astral
Daqui a 29 dias, dia 4 de janeiro, eu faço 18 anos. Ou 13 anos. Dependendo do referencial.
Desde o dia 4 de dezembro estou no meu inferno astral.
Eu nunca acreditei muito nessas coisas, mas os últimos dois dias me provaram que isso existe.
Chuvas em momentos inoportunos, discussões, conspirações, pirações, e tantas outras "ões" que nem valem a pena ser citadas.
acho chato.
Dizem que depois da tempestade, vem a calmaria.
O que eu mais queria era dormir e só acordar quando essa chuva toda passar.
Desde o dia 4 de dezembro estou no meu inferno astral.
Eu nunca acreditei muito nessas coisas, mas os últimos dois dias me provaram que isso existe.
Chuvas em momentos inoportunos, discussões, conspirações, pirações, e tantas outras "ões" que nem valem a pena ser citadas.
acho chato.
Dizem que depois da tempestade, vem a calmaria.
O que eu mais queria era dormir e só acordar quando essa chuva toda passar.
domingo, 2 de dezembro de 2007
meu ideal de sábado a noite
Meu ideal de sábado a noite (pós vinhada de sexta, pós prova "pós vinhada" de francês, pós tarde de sábado dormida) não passa de um banho bom, cama próxima da tv lcd (leia-se: meu computador), 2 travesseiros, 2 almofadas, cabelo molhado, janela entreaberta, persiana entreaberta e aquele filme (Paris, Je t'aime) que eu estava louca para assistir.
Sozinha. Sozinha mesmo.
É necessário, de vez em quando. E no caso, não mudou minha certeza de que estava no meu ideal de sábado a noite.
O melhor de tudo é que o filme é mesmo maravilhoso e me prova que, ao contrário das pessoas, alguns filmes não nos decepcionam quando criamos expectativas em cima deles.
Sozinha. Sozinha mesmo.
É necessário, de vez em quando. E no caso, não mudou minha certeza de que estava no meu ideal de sábado a noite.
O melhor de tudo é que o filme é mesmo maravilhoso e me prova que, ao contrário das pessoas, alguns filmes não nos decepcionam quando criamos expectativas em cima deles.
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
Fluxo de consciência no ônibus
Calor. Pra tirar o casaco tenho de tirar a mochila. LINDO. Não vou tirar a mochila. Esqueci o Ipod. Nossa, eu casava. Tenho de fazer a resenha. O que ela tá olhando?. Merda, usa aliança. Gostei da bolsa, moça. Aiii que fome. Não vou nem sentar porque já entra alguma senhora. HAHAHA continuo uma escoteira. Vibrou. Mensagem da tim. Bleeeeh. Minha garganta dói, meus pés doem. Ano acabando. Cenas bonitinhas passam na cabeça. Presto atenção na conversa das duas professoras de jardim de infância.
É o que eu chamaria de uns 3 minutos de fluxo de consciência à la Clarice Lispector no ônibus. Parte-se do princípio de que eu fico uns 45 minutos. . . . vou longe, mesmo. em mil e um sentidos.
O foda (desculpa, mãe) é que pra minha professora de "tópicos especiais em literatura brasileira" (matéria a qual tenho prova HOJE) isso poderia ser uma poética da conversação comigo mesma à la Ana Cristina César. To FERRADA.
É o que eu chamaria de uns 3 minutos de fluxo de consciência à la Clarice Lispector no ônibus. Parte-se do princípio de que eu fico uns 45 minutos. . . . vou longe, mesmo. em mil e um sentidos.
O foda (desculpa, mãe) é que pra minha professora de "tópicos especiais em literatura brasileira" (matéria a qual tenho prova HOJE) isso poderia ser uma poética da conversação comigo mesma à la Ana Cristina César. To FERRADA.
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
post de amanhã .
Como desatar os nós
sem desfazer os laços ?
Nós que amarram
Nós que fizemos
em laços . . .
[algum desenho engraçadinho]
Eu gosto do vário, do incostante, das mudanças. Mas não abro mão do constante vasto e único.
sem desfazer os laços ?
Nós que amarram
Nós que fizemos
em laços . . .
[algum desenho engraçadinho]
Eu gosto do vário, do incostante, das mudanças. Mas não abro mão do constante vasto e único.
terça-feira, 30 de outubro de 2007
brincadeirinha
Eu espero, desespero.
Eu torço. Distorço e retorço .
Eu tento e atento. Me mantenho atenta.
Eu erro, berro.
Mudo muda.
Formo, transformo e reformo.
Não entendo mas tendo a combinar palavras.
Não piso no calo, me calo.
Muda. Sem nunca mudar.
Eu peço. Nunca impeço.
Eu imponho. Mas não ponho.
Eu me inspiro e piro.
Eu não puxo o lençol pra não perder tempo na hora de arrumar a cama.
Não gosto de perder tempo.
Gosto de gastar tempo.
Eu gosto.
Eu torço. Distorço e retorço .
Eu tento e atento. Me mantenho atenta.
Eu erro, berro.
Mudo muda.
Formo, transformo e reformo.
Não entendo mas tendo a combinar palavras.
Não piso no calo, me calo.
Muda. Sem nunca mudar.
Eu peço. Nunca impeço.
Eu imponho. Mas não ponho.
Eu me inspiro e piro.
Eu não puxo o lençol pra não perder tempo na hora de arrumar a cama.
Não gosto de perder tempo.
Gosto de gastar tempo.
Eu gosto.
terça-feira, 23 de outubro de 2007
do porquê eu seria mais feliz na França
Morar na França facilitaria minha vida. A começar pela sentimental...
O verbo "aimer"(aquele do je t'aime) tem, em francês, dois significados: gostar e amar. Hum... peculiar, não?!
O MESMO verbo quer dizer "gostar" e "amar". X diz "je t'aime", Y diz "moi aussi" (eu também).
Não se sabe se se amam, ou se se gostam. Quem ama e quem só gosta.
Todos saem felizes. Mesmo que não queiram dizer a mesma coisa.
Evitam-se as DRs, os constrangimentos, as encanações.
Os franceses tem a manha.
É, eu seria mais feliz na França. Ou não.
To aprendendo a não iludir. Nem que seja sem querer.
sexta-feira, 12 de outubro de 2007
Condicional
Era uma segunda-feira ou qualquer outro dia da semana. Estão no mesmo ônibus lotado em direção ao centro da cidade. Quase 14:00. Ela vai à faculdade e ele ao estágio. Ela cursa psicologia, ele engenharia. Júlia e Lucas. Não sabem o nome um do outro. Estão frente a frente. Ambos com fones de ouvido. Sem saber, escutam a mesma música, que pode ser qualquer uma. Ele se encanta com o jeito dela. É recíproco. Olham-se por cerca de 15 minutos, conversam com olhares. Não trocam uma palavra.
Júlia dá a entender, com o olhar, que descerá no próximo ponto. Caminham um em direção ao outro e, sem nenhuma palavra, como foi durante todo o trajeto de 20 minutos, beijam-se longamente. Durante o beijo, ela acaricia seus cabelos enrolados e sem corte. Ele passa as mãos carinhosamente pelas costas da menina.
O ônibus pára. Ela desce. Olham-se pela janela até perderem-se de vista.
Sorriem.
Nunca mais se viram.
sábado, 6 de outubro de 2007
inspira, expira .
Tudo seria mais simples se não fosse necessário inspirar para depois expirar, completando assim a respiração. Entendam como quiserem. Eu queria mesmo era expirar pra depois inspirar. Com certeza teria postado umas cinco vezes nas últimas três semanas (e não nenhuma, como foi de fato).
Tô voltando, tô voltando.
Tô voltando, tô voltando.
